"Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me". Mateus 16. 24
Estamos vivendo um momento muito delicado em nossa igreja. Quando lemos as palavras de Jesus, isso nos preocupa ainda mais. É comum fazermos nossas reuniões para decidirmos o que seria melhor para a igreja de uma forma em geral. O Supremo Concílio se reune, as sociedades domésticas se reunem, em qualquer instância, quer seja Nacional, Sinodal, Federações e locais. Decisões são tomadas, trabalhos mirabulantes são desenhados, tudo parece estar coadunado com a vontade de Deus, é tudo perfeito, todos estão eufóricos, só que, apenas falta uma coisa, "por em prática".
Dai os problemas aparecem, vejamos as resoluções na CE-2007- Doc. 170 - CE-SC/IPB-2007 – DOC. CLXX – Quanto ao Doc. 115 - Ementa: Relatório das atividades da Secretaria Geral do Trabalho Feminino. A CE-SC/IPB-2007 RESOLVE: ... - 3. Alertar aos Concílios da IPB de que a prática de combater às sociedades internas, objetiva descaracterizar nossa identidade. 4. Relembrar resolução CE/SC/2004 Doc. LXII: “1) Solicitar que a JET dê apoio às Forças de Integração da IPB no sentido de conscientizar os seminaristas da importância de se valorizar a identidade presbiteriana através do fortalecimento das Sociedades Domésticas. 2) Determinar que os Sínodos e Presbitérios empenhem-se para que seus pastores estejam plenamente conscientes da importância das Forças de Integração da IPB e lutem por sua preservação e desenvolvimento. 3) Recomendar à Rede Presbiteriana de Comunicação que viabilize a divulgação dos projetos das Forças de Integração da IPB”.
Quanta dificuldade encontramos na liderança, parece que se esquecem das própias resoluções. Às vezes parece até que existe mais de uma igreja, são várias as vezes que percebemos que Conselhos inteiros se fecham dentro de suas igrejas e criam os "ministérios" e não apoiam a própria resolução da IPB, simplesmente esquecem das sociedades internas, fazem seus próprios trabalhos, acampamentos particulares, evangelismo interno, etc. Quando participam de reuniões de seus Presbitérios, Sínodos e Supremo Concílio, são verdadeiros Presbiterianos, dão idéias, aprovam relatórios, determinam assuntos diversos, e quando voltam ao seus recôndidos eclesiásticos desaprovam a tudo, e escondem as resoluções em seus gabinetes e secretarias.
É fato que o texto citado é muito maior do que "Sociedades Internas da IPB", a abrangência é muito maior, mas nos faz lembrar da nossa cruz, portanto, eu clamo aos homens de nossa igreja, "vamos arregaçar as mangas", e sair a campo, vamos tomar a nossa cruz, vamos apoiar o trabalho das UPHs, pois só assim vamos dobrar àqueles que são desfavoráveis ao trabalho Masculino. Deixemos de sermos descompromissados, não nos miremos em líderes frustados, que acham que o trabalho de UPH é somente trabalho para os "velhinhos" da IPB. Nosso Compromisso é com o Senhor da seara, os campos estão branquejando, o povo clama pelo nome do Senhor. Não nos prendamos por pessoas que atapalham nossa desenvoltura, esses que não querem por a mão no arado conosco, homens de pouca idade e sem cargos, homens com muita idade e muitos cargos, não importa, assumamos nossa verdadeira posição no reino.
Confiança em Jesus
Entusiasmo na ação
União fraternal
Presb. Luiz Augusto Gonzaga
Vice-presidente da Sinodal de Piratininga/SP
Um comentário:
"Homens Presbiterianos,
Concordo com as afirmações e comentários do Presb. Luiz Augusto. Infelizmente, ele está certo. A cada dia que passa nossa identidade presbiteriana de uma igreja federativa se fragiliza. Os conhecidos "ministérios", termo muito usado nas igrejas neo pentecostais, estão penetrando os arrais de nossa denominação e expulsando nossas sociedades internas. Como resultado prático, percebemos o enfraquecimento dos encontros federativos e o desprezo para com as demais instancias de nossa Igreja.
Outro problema relacionado a falta de integração que ocorre em nossos concílios diz respeito as práticas liturgicas. Sei que essa é uma tecla que muitos já cansaram de bater; mas, precisamos insistir na busca de uma unidade liturgica reformada, segundo as raízes da nossa denominação. Caso contrário, no futuro teremos uma igreja completamente descaracterizada ou talvez até marcada por um novo cisma.
Concordo com o Presb. Luiz. O trabalho das UPHs precisa ser resgatado e levado a sério. Afinal, os homens da igreja, gostando ou não, são exemplos para os moços e demais segmentos do nosso trabalho.
Essa é a hora. Continuar com os braços cruzados poderá nos custar muito caro.
Trabalhemos com ardor. Somos servos do Senhor".
Rev. Edson Dias
Secretário Presbiterial das UPHs do PSPA
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